terça-feira, 15 de março de 2011

Entre o ser e o estar só...





 “ Solidão não é a falta de gente para conversar, namorar, passear ou fazer sexo... Isto é carência.
  Solidão não é o sentimento que experimentamos pela ausência de entes queridos que não podem mais voltar... Isto é saudade.
Solidão não é o retiro voluntário que a gente se impõe, às vezes, para realinhar os pensamentos... Isto é equilíbrio.
Solidão não é o claustro involuntário que o destino nos impõe compulsoriamente para que revejamos a nossa vida... Isto é um princípio da natureza.
Solidão não é o vazio de gente ao nosso lado... Isto é circunstância.
Solidão é muito mais do que isto. Solidão é quando nos perdemos de nós mesmos e procuramos em vão pela nossa alma....”


Esse texto do nosso genial Chico Buarque de Hollanda anda ressoando no meu coração...
Ando pensando no desafio de experimentar a felicidade quando se está só. Veja bem... Estar não é ser. Há uma diferença enorme entre estes verbos, apesar de na língua inglesa eles serem conjugados a partir de um só: to be (ainda bem que, aportuguesados que somos, temos a graça de transitar por dois verbos que, na essência, são de fato bem diferentes).
 Na definição do dicionário, o verbo estar tem um significado bem claro: Ser apenas em um dado momento.
O verbo ser, ao contrário, indica uma condição implícita, intrínseca. Portanto, quando você diz que é sozinho, está afirmando que, na essência, você se caracteriza pela solidão e que tal sentimento faz parte da sua condição humana.Você está declarando que a solidão é existência real e absoluta no seu coração.
Não... Neste conjugar de verbo eu não acredito! Não posso acreditar! Não é possível que nos limitemos a condição de sermos sós. Ninguém nasceu para ser só. A condição de ser sempre uma mesma coisa não pertence a nossa humanidade.  Para sempre é muito tempo!
A mudança é um direito e precisamos brigar para que não caiamos no terrível erro de fecharmos nossa existência no que somos hoje. Como nos diria Padre Fabio de Melo: “Prepara o que serás no que és” ou.... nas palavras do nosso querido  Gabriel, O Pensador: “Seja você mesmo mas não seja sempre o mesmo” (isso me faz lembrar que meu irmão sabe das coisas: ele vive repetindo essa frase pra mim).
Então se você se sente só, pense que este estado não é seu... Pode estar em você hoje... Por enquanto! Lute para sair dele! Parafraseando nosso Chico Buarque: “Amanha vai ser outro dia!”
 Se não pode mudar o que está (veja bem, está) acontecendo hoje na sua vida, deixe que isso mude você! Olhe pra frente, para fora, pro alto... E principalmente, olhe para dentro!A solidão só estará em você enquanto você não se permitir encontrar...
Descubra o que em você ainda pode ser encontrado... Encontre-se como sua melhor companhia... Permita-se conhecer e reconhecer... Refaça os laços com você mesmo... Mude, mas não se perca de você mesmo!
Confesso que é extremamente difícil... Mas é possível!

4 comentários:

  1. Sempre tão sincero, sempre tão bonito. Ler você me faz bem!

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  2. Lu meu anjo como é bom te ter como amiga. E mesmo de longe você indiretamente sabe o que me dizer, sabe o que eu preciso ouvir (ou no caso ler). Lindo texto como sempre intensa !
    Bjo
    Stephanie Oliveira

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  3. Assalam Alaykum, Lu!
    Quando conheci sua mãe, eu disse que ela tinha um corpo de bailarina clássica, pelo porte esguio e elegante. Mal sabia que ela era mãe de uma linda representante da Arte da Dança!
    Portanto, desejo a você muitas danças e mudanças favoráveis na vida.
    Sobre o meu Blog, o que você sugere para eu postar, você tem alguma curiosidade sobre o Islam?
    Beijos com afeto,
    Denise.

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  4. Nossa...Mto obrigado peo seu comentario, nomeu texto..
    Esse seu agora, se encaixa quase q perfeitamente em mim...
    Passo por isso...hj.
    E simplismente nem sei por onde começar a me reencontrar...mas como disse uma leitora acima, ler vc me faz bem.
    beijos e obrigado.

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